Author - Maurício Fortunato Araújo

A Pintura Brasileira

A Pintura Brasileira

1. Antes do Descobrimento

A ocupação humana do imenso território que hoje constituem o Brasil era, até começos da década de 1970, tradicionalmente aceita como não recuando a mais de 10.000 anos. Pode em verdade ter ocorrido em época muitíssimo anterior, a serem corretas as conclusões a que têm chegado há tempos recente as arqueólogas Maria da Conceição Beltrão em escavações realizadas na Bahia em 1987. E Niede Guidon dois anos mais tarde, em pesquisas de campo levadas a efeito no Piauí. Essa última pesquisadora após ter estudado o sítio arqueológico piauiense de São Raimundo Nonato, sustentou ter sido o mesmo frequentado por homens pré-históricos desde há 50.000 anos, no mínimo.Mas essa sua assertiva está longe de ser pacificamente aceita por muito estudioso norte e sul-americanos do passado das Américas.

Entre todos os capítulos da Arqueologia Brasileira ainda tão pouco conhecida, um dos mais importantes e relativamente mais estudados é sem dúvida o da chamada arte rupestre. Ela já vinha espicaçando a curiosidade de bom número de amadores, mas de poucos profissionais nacionais e, sobretudo estrangeiros. Isso pelo menos desde começos do Séc. XIX, embora a ela já se
refiram autores quinhentistas ou seiscentistas como Ambrósio Fernandes Brandãoe Barleus. O estudo científico só tomaria impulso neste campo, na segunda metade do nosso próprio século, depois que, em 1950, Paulo Duarte fez vir ao Brasil a célebre especialista francesa Annette Laming Emperaire.

Principalmente da década de 1980 e após o fim do regime militar, diversas missões científicas francesas têm atuado em São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e no Nordeste, dirigidas por pesquisadores como Anne Marie Pessis (1984, Piauí), Niede Guidon (1989, Piauí), Gabriela Martin (1989, Nordeste), Denis e Agueda Vilhena Vialou (1992, São Paulo e Mato Grosso) e André Prous (1992, Minas Gerais). Após vencidas não poucas dificuldadesm realizaram significativo levantamento de incisões e pinturas pré-históricas, descobertas em diferentes recantos do nosso país, assim contribuindo para o estabelecimento futuro de um corpus da pintura pré-histórica brasileira. Ressalte-se que a maior preocupação dos arqueólogos que têm estudado nossa arte rupestre diz respeito às pinturas, muito mais que aos petroglifos.

Regra geral, só uma cor era empregada na elaboração de cada pintura rupestre. Utilizavam-se pigmentos minerais como o óxido de ferro para o vermelho, que era as cores mais difundidas ou vegetais (urucum, genipapo, carvão), por vezes mescladas a resinas vegetais. Há coexistência, por vezes numa única pintura, de formas geométricas, abstratas. Outras vezes, de
formas figurativas de homens e de animais, o que poderia segundo alguns estudiosos corresponder à antiquíssima divisão entre trabalho feminino e trabalho masculino. Às mulheres se atribuiu desde sempre a função de produzir cestas, têxteis e cerâmicas, atividades nas quais a forma e principalmente a decoração são obtidas pelo emprego de padrões estilizados repetitivos. Elas podem ter sido as responsáveis por esses pontos e círculos, losangos, cruzes e lancetas que ocorrem em tantas pinturas rupestres brasileiras. Já os homens, caçadores por índole, e por isso mesmo obrigado a conhecer com precisão a aparência de cada animal, terão sido os autores das formas orgânicas e das representações naturalistas.

Com exceção do litoral, pode-se dizer que todas as regiões do território brasileiro ainda hoje conservam numerosos exemplos de arte rupestre, a despeito das depredações ocorridas nas últimas décadas, motivadas geralmente por interesses econômicos. Existem no entanto regiões que hoje nos apresentam acervos rupestres mais ricos. Isso talvez apenas signifique que nessas regiões as pesquisas começaram há mais tempo e com melhores recursos. Assim, entre os principais sítios arqueológicos brasileiros possuidores de importante acervo de pinturas rupestres devem ser citados São Raimundo Nonato e Sete Cidades, no Piauí; o Vale do Seridó, no Rio Grande do Norte; a Pedra do Ingá, não longe de Campina Grande, na Paraíba; a PedraFurada, n o Município de Venturosa, em Pernambuco; numerosíssimas cavernas distribuídas pelos municípios de Lençois, Morro do Chapeu, Montalvânia e outros, na Bahia; Serranópolis e Caiapônia, em Goiás; Lagoa Santa e Januária, em Minas Gerais e Canhemborá e Pedra Grande, no Rio Grande do Sul.

Piauí. São Raimundo Nonato, com suas numerosas tocas ocupadas por homens pré-históricos entre pelo menos 17.000 e 5.000 anos atrás – Toca do Paraguaio, do Boqueirão da Pedra Furada, do Baixão das Europas, da Chapada da Cruz etc, foi o foco de irradiação do que os especialistas chamam de “Tradição Nordeste”, caracterizada por abundantes cenas de caça a tatus, veados e onças, estas flechadas à distância, com ajuda de um propulsor. Tudo aplicado com auxílio de pinceis vegetais ou com os dedos. Predomina o vermelho, ocorrendo em menor proporção o amarelo, o preto, o branco e o cinza. As manifestações mais antigas são também as mais remotas até hoje encontradas no Brasil: 17.000 anos, conforme o método do carbono 14. Na Toca do Baixão das Europas I pode-se ver curiosa representação de três figuras humanas de estaturas diversificadas em canhestra perspectiva, pintadas há cerca de 7.000 anos. Já na arte rupestre de Sete Cidades, cuja idade foi estimada por equipes da Universidade Federal do Piauí entre 6.000 e 4.000 anos, predomina o estilo geométrico, apresentando-se as raras figuras humanas e de animais muito estilizadas e com um mínimo detalhamento anatômico. Aqui, exclusivamente o vermelho é empregado.

Rio Grande do Norte. Ao longo do Vale do Seridó espraiou-se o chamado “Estilo Seridó”, especialmente notável pela impressão de movimento e pela tendência à expressão, visíveis em sua arte rupestre. Pintadas em branco, amarelo alaranjado e vermelho, as figurinhas (de 15 cm e menos) que povoam as pinturas raramente ocorrem isoladas. São geralmente em grupos – caçando, copulando, dançando. A dança está sempre associada a árvores ou a galhos e ramos. Assim, no sítio Xique-XiqueI de Carnaúba dos Dantas, o artista pré-histórico representou com nitidez duas figuras que dançam em torno de uma árvore.

Paraíba. Em sítios pré-históricos como o da Pedra do Ingá – um paredão de 24 metros de extensão por três de altura coberto de petroglifos realçados a vermelho, amarelo, preto e branco – predominam as formas geométricas e padrões simples como pontos, círculos, cruzes e lancetas. Muito raras as formas de animais; mais raras ainda as de seres humanos, umas e outras tratadas num estilo linear abstratizante.

Pernambuco. Dois sítios se destacam: Pedra das Figuras, com representações estilizadas de répteis e emas em vermelho. E Pedra Furada, onde ocorrem figuras humanas e de animais, estilizadas quase até à abstração.

Bahia. Animais, principalmente aves, também muito estilizados, constituem a principal temática da arte rupestre bahiana, em municípios como Lençois e Montalvânia.

Goiás. Nessa região calcula-se que se tenham sucedido 500 gerações humanas. Destacam-se os sítios arqueológicos de Serranópolis e Caiapônia. As pinturas são abundantes, ocupando por vezes extensões que chegam a 80 metros. Em Serranópolis encontram-se pinturas a vermelho, amarelo, preto e branco de seres humanos e animais estáticos, antigas de até 11.000 anos e muitas vezes executadas umas sobre as outras. Aqui alternam-se figuras geométricas, como elipses, círculos, triângulos. Da mesma época podem ser as pinturas rupestres encontradas em Caiapônia – figuras humanas dançando, executando acrobacias, fêmeas com crianças etc., feitas invariavelmente a vermelho ou preto. Motivo comumente encontrado em toda a região sudoeste do Estado é o da ave de asas distendidas, em atitude de alçar vôo.

Minas Gerais. Desde Lagoa Santa, onde já foram estudados mais de 200 sítios com pinturas antigas de até 12.000 anos, descendo em direção sul até ao Paraná, predomina a chamada “Tradição Planalto”: são pinturas animalistas executadas monocromaticamente e se alternando com raras figurações humanas e a padrões geométricos. Na arte rupestre, comumente ocorre que as pinturas mais recentes simplesmente encobrem ou recobrem as mais antigas a ponto de não raro torná-las indecifráveis. Aqui, ao contrário, certas pinturas dão mostras de terem sido várias vezes “restauradas”, de tempos em tempos, por sucessivas gerações. Em Santana do Riacho existe um paredão de 100 metros de extensão recoberto de figuras de peixes e veados, representados sempre juntos. Frequentemente ocorre a estranha figura híbrida de um corpo e cabeça de veado
dotada de pernas em forma de peixe. A “Tradição Planalto” é predominantemente figurativa. Já a “Tradição São Francisco” que se desenvolve ao longo do grande rio, é ao contrário dominada pelo geometrismo, com mínima incidência de formas animais. Na Lapa dos Desenhos em Jantaria, descobriu-se uma singular representação de uma plantação de milho, com palmeiras e uns poucos animais.

Rio Grande do Sul. Apresentando ainda vestígios da monocromia original, quase sempre em preto mas também em verde, branco, castanho e roxo, as incisões de Canhemborá prendem-se à chamada “Tradição Humaitá” (cerca de 3.000 anos atrás). Representam pegadas de aves e mamíferos, além de símbolos sexuais. Já na Pedra Grande em São Pedro do Sul, as incisões foram produzidas desde há cerca de 2.800 anos, sucessivamente por grupos humanos originários de Canhemborá, por indígenas da Tradição Umbu e já bem mais recentemente por Tupiguarani.

DECORAÇÃO

CERÂMICA. Além dos abundantes testemunhos propiciados pela arte rupestre, a pintura pré-histórica brasileira também pode ser estudada pela observação da decoração de objetos cerâmicos, como urnas mortuárias antropomórficas e vários tipos de vasos, tangas cerimoniais etc., destacando-se ao Norte os estilos Marajó e Santarém, o primeiro mostrando ornamentação de frisos estilizados em meandros, padrões geométricos repetitivos, sinuosidades, curvas e contracurvas, executada em vermelho e branco. O segundo mais “barroco” e figurativo, com ornamentação abundante e não raro excessiva de aves, animais e seres humanos policromados. Mais recentes já contemporâneas da chegada dos primeiros europeus, são as cerâmicas Maracá, Aruã e Tupiguarani, também exibindo realces a cor. Na Tupiguarani existem só no interior, permanecendo as paredes externas de vasos e recipientes na cor natural da argila.

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Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

Técnica Realista – Luz e Sombra

 

Técnica Luz e Sombra

Estrutura da Luz e Sombra

 

A Iluminação sobre luz e sombra é a parte do acabamento mais importante, e não dá para você imaginar um objeto finalizado se este não tiver luz e sombra.Antes de desenhar a luz e as sombras que você vê, você precisa treinar seus olhos para ver como um artista.Os valores são os diferentes tons de cinza entre o branco e o preto. Os artistas usam valores para traduzir a luz e as sombras que vêem em sombreamento, criando assim a ilusão de uma terceira dimensão.Eclosão e sombreado são técnicas simples e divertido para a elaboração de sombreamento.

Uma gama completa de valores é o ingrediente básico para sombreamento. Quando você pode desenhar lotes de valores diferentes, você pode começar a adicionar sombreamento e, portanto, a profundidade, para seus desenhos.Com o sombreamento, a ilusão mágica de realidade tridimensional aparece em seu papel de desenho.Se o objeto for iluminado por todos os lados ou se tiver sombra ou escuro por todo os lados, ele não aparece, ou seja, você verá tudo claro ou tudo escuro.

Então é necessário determinar uma fonte de luz para iluminar o objeto, iniciando assim a forma do mesmo.Com essa fonte de luz pronta, você precisará texturizar, escolher os lados e as faces do objeto que não receberão a luz para poder escurecer essas faces juntamente com essas texturas,  formando assim, o volume.

Com isso, é importante aprender que a iluminação poderá ter até 5 partes:

 

  1. Brilho, ou seja, a área que não será pintada, representando a área de maior concentração da luz.
  2. Meio tom
  3. Sombra
  4. A luz refletida
  5. Sombra projetada

 Veja os exemplos:

Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

 

Desenho realista ( Maurício Fortunato Araújo)

Desenho Realista em andamento (Maurício Fortunato Araújo

Essa imagem acima é umas das minhas artes realistas onde está bem explicito LUZSOMBRA. Vocês podem visualizar que no desenho fico com o aspecto mais realistaquando essas duas ações são juntadas em um mesmo ambiente. Por isso é importante à iluminação em um Desenho Realista.
Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

 

 
As figuras acima é um exemplo de desenho artístico Hiper-Realista.

Obs: Nem todo desenho precisara ter necessariamente essas 5 partes, porém não esqueça que Luz e Sombra é fundamental para dar volume e forma ao desenho.

Atenção:  Você sabe que os objetos ao seu redor são tridimensionais, porque você pode andar com eles, vê-los de todos os lados, e tocá-los. Tome um momento para olhar ao seu redor em objetos familiares. Tente descobrir porque você vê as suas reais formas tridimensionais. Olhe para os diferentes valores criados pela luz e sombras.

Sombra própria e projetada

Num desenho em duas dimensões, a luz e a sombra são elementos que definem e caracterizam o volume do objeto.

O volume é o que distingue os objetos que nos rodeiam. Este depende da luz que recebe, e por consequência das sombras que este produz.

Podemos definir dois tipos de sombras:

 

  1.  As próprias
  2. As projetadas.

 

As sombras próprias são as que origina o objeto em si próprio e as projetadas são aquelas que ele produz nas superfícies vizinhas.

 

Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

Observe a figura acima, você pode ver que atravéz dos efeitos de luz e sombra, um simples círculo virou uma esfera ao fazer volume com sua própria sombra. Mas quando se acrescenta a sombra projetada o objeto deixa de estar no espaço vazio.

 

Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

Também se deve ter em consideração os reflexos produzidos pela luz, que projetam as superfícies ou objetos vizinhos já que estas aclaram a sombra própria.
Entre a luz e a sombra há uma zona de transição ou de “meia sombra” que pode variar em extensão dependendo da intensidade da luz.

E dependendo da graduação do cinza que você colocar no seu desenho, ou seja, se você apertar mais o tom no papel deixando a sombra mais escura e a sombra projetada super escura. Você pode, através do seu desenho, especificar do que é feito o seu objeto. Veja o exemplo:

 

Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

Mas não basta só um lápis de grafite macio, a gramatura do papel influencia muito no efeito dos desenhos, por exemplo, você não conseguirá reproduzir todos esses efeitos num papel sulfite , no qual, sua gramatura é de 75g/m². É necessário papel com gramatura acima de 140g/m².

Escala tonal

A escala tonal é excelente para exercitar o olhar, treinar a percepção da luz e iluminação. Válidas para iluminação natural e artificial.

Mas para entender sobre a escala de tons das cores e neutros é preciso entender que cada cor possui um grau de pureza – não sofrem a ação da luz ou da mistura com outra cor ou neutro e que os neutros não são cores. Nas duas situações, com a ação da luz, poderá ocorrer uma variação tonal sobre o corpo de um elemento em função:

A. das sombras – própria ou projetada;

 

B. das áreas mais ou menos iluminadas.

Técnica de Luz e sombra (desenho realista)
Dica importante:
OS DESENHOS NÃO SÃO FEITOS COM CONTORNOS E SIM TRABALHADOS EXCLUSIVAMENTE EM FUNÇÃO DA GRADUAÇÃO DA LUZ E SOMBRA.
Exercícios de Luz e Sombra:
Os desenhos podem ser feitos da observação de quaisquer imagens, a partir do real ou de fotografias.
EXERCÍCIO 01 – PREPARATÓRIO ESCALAS DE LUZ E SOMBRA
Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

Abaixo outro exemplo de escala tonal com lápis de gramaturas diferente. No exemplo você vê apenas 6 quadradas, mas você pode fazer com 9 ou 10 quadrados. Mas lembre-se, tem que fazer sem repetir os tons.

 

Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

Para exercitar Luz e Sombra

Tomar um olhar mais atento a luz e a sombra

Antes que você possa desenhar os valores apropriados que ilustram a luz e as sombras corretamente, você precisa ser capaz de identificar visualmente o seguinte:

Fonte de luz: A direção da qual se origina uma luz dominante. A colocação desta fonte de luz afeta todos os aspectos de um desenho.

Sombras: As áreas em um objeto que recebe pouca ou nenhuma luz.

Sombra projetada: A área escura sobre uma superfície adjacente onde a luz é bloqueada pelo objecto sólido.

A fonte de luz diz-lhe onde desenhar todos os valores de luz e sombras.

É necessário um pouco de prática para localizar a fonte de luz, sombras e sombras projetadas em torno de um objeto. Assim que escolher o objeto a ser desenhado, pergunte a si mesmo as seguintes questões:

Onde estão os valores de luz? Olhe para as áreas mais claras sobre o objeto. Da luz mais brilhante até as mais leves.

Onde estão os valores escuros? Valores escuros, muitas vezes revelam as seções do objeto que estão na sombra. Ao localizar sombras, normalmente você pode identificar a fonte de luz.

Onde está a sombra? A seção da sombra mais próxima do objeto é geralmente mais escura em um desenho. Ao localizar a sombra de um objeto, você pode facilmente descobrir a direção de onde se origina a fonte de luz.

Se você preferir usar um modelo real, aqui vai a dica, posicione uma mesa comum, no meio você colaca uma xícara ou qualquer fruta,  aqui eu exemplifico com uma xícara , na direção que você quiser posicione há alguns centimentro de distante da xícara um spot; essa distância fica como você preferir, lembrando que dependendo da distancia que spot estiver, o comprimento da sombra projetada pode variar também.

Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

Aqui vai um exemplo com uma fruta sobre um papel sulfite, Maçã;
Técnica de Luz e sombra (desenho realista)

 

Acima você vê a mesma maça fotografada em ângulos diferente de visão, assim você pode se posicionar em qualquer lugar ao redor da maçã e desenhá-la.
Mas caso prefira basear-se através de fotografia, abaixo segue duas imagem em preto e branco para facilitar a percepção da escala de cinzas no momento que for desenhar e dar forma e volume no objeto a ser ilustrado.
Técnica de Luz e sombra (desenho realista)
Técnica de Luz e sombra (desenho realista)
 
Deixe seu comentário, que responderei as suas dúvidas, ok? 
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Aprender/ Rostos e Faces

 

Como desenhar Cabeças e Faces do rosto
Durante parte da minha vida, para eu conseguir uma estrutura melhor de como fazer um esboço de uma cabeça humana. Tudo que eu aprendo foi sozinho e isso me tornou um autodidata, porém nem todos tem a mesma habilidade que eu tive em traduzir um esboço realista.
A estrutura do rosto humano é muito importante quando vocês forem fazer. O Desenho da cabeça inicia com a introdução de um método simples para a construção da cabeça, para aprovação que todas as soluções estejam colocadas impecavelmente.

 

v  1 – Instruções
Hoje a muitas formas de desenhar um rosto, assim como muitos ângulos. Para iniciar, você precisa aprender a desenhar o rosto frontal e lateralmente. As variações e perspectivas vêm com o treino e aprimoramento. Vamos começar pelo rosto frontal.
Procure fazer todos esses desenhos a mão livre, já que de início você irá exercitar. Para arte final ou para detalhes mais precisos, você pode usar réguas e outras ferramentas, mas exercitando a mão livre inicialmente, você não cria vícios com elas e ainda aprimora sua coordenação motora.
Desenhe um Circulo com o compasso. Divida-o ao meio e depois em quatro partes horizontalmente. Essa é a marcação do rosto. Os olhos ficam no meio do rosto e segue uma métrica particular, a distância entre eles é a mesma medida de um olho, e será do tamanho do nariz.
Para o nariz, faça um círculo ladeado por dois círculos menores, isso serve para te guiar na hora de fazer o arredondado do nariz e as narinas. A boca vem logo abaixo, lembrando que devemos definir menos a boca masculina, com poucos traços. Já a boca feminina deve ser feita com mais detalhes sempre, mas não de forma exagerada.
As orelhas começam na mesma altura que a sobrancelha e terminam na altura do nariz. A raiz do cabelo começa no primeiro traço horizontal que divide a cabeça.
v 2 – Rosto Lateral

 

Para um rosto lateral, desenhe um circulo com o compasso, e  com a linha vertical passando em uma das laterais, essa linha demarca a face do personagem. Depois faça um circulo mais circunferência, ou seja, menos alongado, para definir a cabeça. Ele deve fazer uma intersecção com o circulo inicial. Nesse caso, você deve tomar cuidado com a posição dos olhos, pois totalmente de lado nós só vemos um olho da personagem e podemos desenhá-lo como um triângulo deitado bem próximo da linha vertical. A orelha segue a mesma métrica, mas agora é ligeiramente inclinada para trás, enquanto o nariz é quase um triângulo.
v 3 – Construção dos Ângulos
O primeiro passo é você determinar o ângulo da bola.
A inclinação da cabeça é estabelecida no inicio do desenho com a bola. Todos os três eixos devem ser abordados:

 

A inclinação para cima e para baixo é estabelecido pelos ângulos das linhas horizontais e verticais em forma oval, além de inclinar para cima e para baixo, os terços (que são aquelas linhas que representam o início do cabelo, a base do nariz e a base do queixo) serão encurtados por causa da perspectiva.
Depois de estabelecer o ângulo da bola, dividir a face em terços, a distância entre a linha da testa e couro cabeludo deve ser a mesma entre a linha da testa e a parte inferior do nariz e entre a parte inferior do nariz e a linha do queixo. Conseguiu entender?

 

Agora, como seu exercício, você deve esboçar muitas bolas e fazer varias cruzes em diversas posições dando ideia a movimento da cabeça, como pra cima, pra baixo, para o lado esquerdo e direito. Em seguida siga os exemplos citados acima, formando a mandíbula, pra dar forma a uma cabeça.
v 5 – Proporção da Face

 

A face é dividida em 4 partes iguais a partir da topo da cabeça. A partir dessa medida, podemos obter a posição dos elementos do rosto.

Ou em 3 partes iguais, deixando o volume do cabelo ser acrescentado  apenas 1/3  a mais da medida da testa.

 

Depois faça a divisão igual para desenhar olhos, nariz e boca.
Observe que:
Existe uma distância de um olho entre os olhos e da mesma largura que as narinas.
As linhas verticais a partir da borda das íris são a largura da boca. (Quando os diafragmas estão na posição normal com o olhar para frente)
v 6 – Como desenhar os olhos

 

Para desenhar olhos é necessário muita prática e observação, já que há diferentes tipos de olhos e traços diferentes, tudo vai depender do contexto, principalmente se você pretende desenhar retratos realistas.
Os olhos são formados pelo globo ocultar, a íris, a pupila, pálpebras e cílios que não podem se esquecidos.
Há várias maneiras de desenhar olhos humanos, o exemplo a seguir é uma das maneiras que costumo fazer e que acho mais simples. Espero que vocês não tenham dificuldades em desenhá-los também.
Mas antes quero comentar sobre alguns erros comuns:
Evite desenhar formas totalmente ovais ou quadradas, a forma mais aconselhável é uma mistura das duas coisas;
Não deixe à íris (parte colorida do olho) totalmente aparente, ou seja, formar um círculo completo. Se vocês começarem a observar mais olhos em fotos ou até mesmo os seus pelo espelho, verá que a pálpebra cobre uma parte dela, deixando um pouco mais da metade amostra.
O esboço é como um desenho simples que qualquer pessoa sem a prática será capaz de fazê-lo. A diferença está em dar efeitos se sombreamento, os quais darão forma e volume aos olhos, tornando-os realistas. Esses sombreamentos seriam os dutos lacrimais ( o “canto” do olho), próximo ao nariz; fazer a linha próxima dos cílios inferiores para dar a espessura da pele, os próprios cílios de uma forma irregular, ou seja, não igual em todo o olho.
Uma dica bem legal é deixar uma parte sem desenhar do olho na parte de baixo. Quanto a íris, é importante e fundamental que você sempre deixe um espaço branco, nada muito grande e nem exagerado, (para não ficar como olhos de desenhos mangá) e deixar a parte superior da pálpebra, mais escuro

 

 

 

Você tem que ser  paciente quando iniciar sombreamento nos olhos e prefira usar lápis com grafites moles como 3B, 4B e 6B.

 

 

Dependendo do lápis e papel que você usar, o seu desenho apresentará efeitos de textura diferentes. Esse desenho, por exemplo, foram usado para esboço HB, 2B e como acabamento e promovendo mais volume eu usei o lápis 4B  E 6B na parte superior da iris, pupila e cílios.

 

v 7– Mostrando como fazer um olho realista

 

v 8– Dica  para desenhar um olho igual ao outro

        v 9– Como desenhar o nariz

 

Para desenhar o nariz deve-se fazer como base uma estrutura bem simples, o triângulo, ou pirâmide com três faces, desse modo fica mais fácil desenhar e criar volume e características anatômicas.

O nariz tem início na linha dos olhos até a linha do final das orelhas, ou seja, todo nariz tem o mesmo tamanha da orelha.
Os traços no desenho de nariz feminino, são mais suaves e retos, nos narizes do rosto masculino deve-se ressaltar o osso nasal.

Quanto mais detalhes de sombreamento você adicionar em seu desenho, mas realista ele pode ficar, mas lembre-se, os primeiros rabisco serão suaves, dê volume nos seus desenhos apertando o tom do seu grafite cuidadosamente, para que não estrague o papel e nem dê um aspecto sujo no seu trabalho.

 

     v 10– Como desenhar  boca

Comece o desenho uma linha base interlabiais (horizontal) e outra vertical bem centralizada na boca, formando uma cruz, essas linhas já devem ser traçadas no espaço onde a boca deve ficar dentro das proporções das linhas do rosto. Em seguida pode traçar as bordas superiores e inferiores da boca, não precisa fazer outras linhas, pois o volume da boca será feito com efeitos de luz e sombra.

Boca e olhos são fundamentais para dar realismo no desenho de retratos, então paciência, com muita pratica em luz e sombra, deixarão seu desenho cada vez mais realista.

 

Esboço de boca sorrindo

Efeitos de luz e sombra nos dentes, as linhas que antes separavam os dentes tornaram-se sombreamento, promovendo mais realismo no desenho.

v 10– Como desenhar orelha





Com domínio da luz e sombra e usando a técnica do esfumado, os desenhos serão mais realistas.

Desenhar orelha não é tão difícil quando parece. Alguns artistas não gostam de desenhá-las, escondendo com os cabelos.
Tudo vai depender da sua observação. Preste atenção nas curvas da orelha e em suas características: orelhas pontudas, redondas, fechadas, abertas, juntas a cabeça, separadas e muito separadas (conhecidas como orelha de abano).


Dicas:
Nunca use desenhos de orelhas para treinar, use fotos, desenhe a orelha de fotografias, é só você procurar na internet que você poderá encontrar muitas fotografias de orelhas.
A proporção da orelha é a mesma do nariz ( nariz pequeno, orelha pequena e assim por diante), ou seja, entre a sobrancelha e a ponta do nariz.
Bom amigos, espero que tenham gostado desse meu tutorial. Se você gostou ou tem dúvidas é só deixar seu comentário ou pergunta ok?
Tenham todos uma boa aula!
Maurício Fortunato Araújo
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Aprendendo a Desenhar

Aprendendo como utilizar o Grafite

 

Você que deseja aprender a fazer Desenhos realistas, disponibilizo esse passo-a-passo detalhado. Mas o mesmo é apenas um modelo, com a prática cada um de vocês poderá adaptar cada etapa do desenho da forma que melhor lhe convier.
É importante evidenciar que para ser um bom retratista realista, além da ambição de ser um, é necessário ter muita disposição e praticar bastante, pois é um trabalho que exige bastante dedicação e paciência. Não pense que terá um grande resultado já no primeiro desenho. Na verdade ele servirá como uma experiência para começar a se acostumar com esse estilo. E alem de disposição, muita paciência, considerando que para se ter um bom desenho realista em média gasta-se de 10hs a 15 hs de trabalho, dependendo da complexidade da imagem e é claro, do tamanho do desenho.

Então vamos praticar?

Para fazer um ótimo desenho, não podemos ficar ocioso na escolha da imagem. Escolha uma que tenha uma boa resolução e que ratifique os pequenos detalhes. Geralmente nas revistas existem fotos legais, e também é possível encontrar na internet ou até mesmo no google. Uma dica: Uma foto tem que ter um contraste marcante entre luz e sombra, para que o desenho fique mais apreciado.
No próximo passo é preciso fazer um esboço. O esboço, como você pode conferir na imagem abaixo é o contorno da imagem, os seus traços. Fazendo o esboço primeiro pode-se garantir uma proporcionalidade maior para o desenho, pois como os detalhes ainda não foram trabalhados, caso não esteja proporcional, você pode ir apagando e refazendo quantas vezes for preciso e não perderá muito trabalho com isso. Alguns desenhistas não fazem esboço, e em determinado momento percebem que o desenho não está proporcional à imagem de origem, como por exemplo, um olho maior que o outro, boca muito pequena ou torto, enfim, e terá que apagar algumas partes, perdendo algumas horas de trabalho, o que não é nada legal.
Fazendo um esboço proporcional, você fica livre na hora de fazer os detalhes, sombreamentos, pois seguirá os riscos já prontos.

Obs: na hora de fazer o esboço, faça riscos leves, para que fique mais fácil de cobri-los na hora do sombreamento.

Se você ainda não consegue fazer um esboço e queira partir direto para o sombreamento, que é o que vou ensinar aqui, vou deixar uma dica: Existem algumas revistas que ensinam técnicas de como retirar um desenho de uma foto, por exemplo, através do quadriculado, ou com diretrizes em formado de cruz como nos meus desenhos. Você fazendo o desenho com quadrículos que consiste em dividir a foto/imagem a ser desenhada em vários quadros proporcionais e fazer a mesma divisão no papel onde vai desenhar, e depois, você passará o desenho para o papel observando quadro por quadro, tendo assim, uma superfície menor para se preocupar, para cada quadrante.
Depois de feito o esboço, sugiro começar o sombreamento pelos olhos.

Dica: Mantenha os lápis sempre bem apontados, pois isso ajuda muito nos detalhes. Guarde num pequeno recipiente (frasco) o pó do grafite que solta quando se aponta o lápis, pois ele será útil no final do desenho.

Fazendo os olhos

 
 

Figura 1 – Fazendo o olho

Com o lápis com graduação 2b, de acordo com a cor dos olhos a ser desenhado, comece a pintar a iris dos olhos com o lápis, sem forçá-lo, ou seja, você tem que ir aos poucos até chegar na mesma textura que tem a fotografia. Com o esfuminho, pressione por cima do grafite dando a tonalidade de sombreamento que a fotografia exige se aproximando do real, como eu estou mostrando na imagem.

Com um lápis 2B, por exemplo, faça os últimos acabamentos. Tenha paciência, os olhos são uma das partes mais importantes e complicadas de se fazer, mas no final vale a pena adiar um pouco mais para se ter um bom resultado.

Agora que já finalizamos a iris do olho, falta terminar o restante do olho. Se o contorno dos olhos estiver com um risco muito forte, passe a borracha e apague até ele quase sumir, e com o lápis faça novamente mais suave e com cuidado para não passar do tom, e depois novamente com o esfuminho, espalhe o risco, formando a sombra dos cílios nos olhos. Na parte branca do olho também tem sombras, leves, que devem ser feitas com muito cuidado, e para isso, e só passar o esfuminho com delicadeza nas extremidades dos olhos onde tiver sombras.

Obs: uma das vantagens de se usar esfuminho é que o mesmo, ao ser pressionado no grafite, fica “sujo “, e pode ser usado para fazer sombras nos mais variados tons, usando apenas a sujeira da grafite que fica após ser friccionado na grafite.

Faça os cílios, com riscos de lápis bem finos e de leve, de forma que não apareça muito. Faça o mesmo procedimento no outro olho, e partiremos para o sombreamento nos contornos dos olhos.

 

2° Passo

Fazendo o contorno e sombreando parte externa e circulares do olho

Figura 2 – Fazendo o olho

O sombreamento da pele é parte fundamental para um desenho realista.

Oriento você a nunca ter pressa de terminar cada etapa e sempre tentando fazer o mais parecido possível com a foto, respeitando os tons para que a sombra dê um aspecto real ao desenho. Esse jogo de luz e sombra é que da a noção de profundidade no desenho, uma impressão 3D. Olhando na figura a baixo poderá ver que ao começar o sombreamento ao redor dos olhos, já se pode notar ondulações na pele, dando noção tridimensional no desenho.

O esfuminho ajuda a espalhar melhor a grafite e dar mais brilho. Não se esqueça de deixar a “bolinha” branca que sempre tem refletindo no olho, pois ele é importantíssimo para dar um aspecto real em um desenho realista.

Para fazer as sombras usamos o esfuminho, caso ele já esteja sujo de grafite, começamos a fricciona-lo diretamente no papel com cuidado até atingir a graduação certa. Caso precise de grafite, com um lápis de graduação clara (caso a pele seja clara) por exemplo o lápis 3B, faça o sombreamento com ângulo de mais ou menos 30º graus com o lápis em relação ao papel e com muita suavidade. Na parte superior ao olho temos uma dobra na sobrancelha, faça um risco nela com o lápis. Depois passe o esfuminho (o esfuminho geralmente escurece um pouco mais o tom que foi posto anteriormente com o lápis, então não exagere com o lápis) espalhando melhor a grafite deixado pelo lápis, tomando sempre o cuidado para que se alcance a graduação correta. Caso fique mais escuro, poderás tirar o excesso de grafite utilizando a borracha Limpa-Tipos (consultar materiais para desenhos). Após ter sombreado, deve fazer uma análise da área sombreada comparando com a foto, para isso deve afastar o desenho um pouco da sua visão de forma que possa enxergar melhor os detalhes. Caso constate que ficou muito forte a sombra, já sabes que pode usar a Limpa-Tipos, e caso achar que ficou fraco, passe mais uma camada de lápis, e depois espalhe com o esfuminho novamente.

3° Passo

Fazendo a Sobrancelha

 

Figura 3 – Fazendo o olho
Figura 4 – Fazendo o olho
Quanto mais a foto seja bem nítida, a sobrancelha fica bastante rica em detalhes como vocês podem visualizar na imagem acima. Geralmente e possível ver o sentido do crescimento dos fios, e é isso que temos que reproduzir no desenho. Com um lápis bem apontado, faça os fios, da mesma forma que estão na foto e com a mesma intensidade, não tenha pressa, faça a sobrancelha com muito cuidado que dará um bom aspecto para o desenho. E essa parte não será difícil, uma vez que o seu esboço já foi feito, agora você só precisará preencher o seu interior com os riscos dos pelinhos. Importante: deve tomar cuidado com as margens da sobrancelha, pois nela os pelos são bem fraquinhos e fininhos, deve ser feito da mesma forma para não ficar muito forte e rústico. Depois de pronto, passe com força moderada o esfuminho em cima só para dar uma melhoradinha (para escurecer as frestas entre os riscos). 

4° Passo

Fazendo o Nariz
 
Figura 5– Fazendo o Nariz

 

Figura 6– Fazendo o Nariz
Repare que nos contornos do nariz a sombra é mais forte, más repare que eu disse sombra, e não risco. Jamais deve aparecer riscos no desenho realista, apenas sombras. Tome muito cuidado quanto a isso. E é claro, no orifício do nariz, existe uma sombra bem escura, que deverá ser feita com um lápis de graduação maior, por exemplo, o grafite 3B.

5° Passo

Fazendo a Boca
Figura 7– Fazendo a Boca
A boca também é outra parte que exige um pouco mais de atenção e paciência. Principalmente se a pessoa estiver sorrindo, pois os dentes são outro desafio, que apanhei muito para aprender a fazê-los, mas vou poupá-los da dor de cabeça e ensinar como se pode ter um bom resultado.
A boca, principalmente das mulheres, reflete mais brilho do que o restante do rosto, e ao mesmo tempo é mais escura. Esses brilhos devem ser feitos. Eles são evidenciados deixando partes claras nos lábios — igualmente, estão nas fotos. Tenha bastante atenção para fazer os detalhes. Os pequenos sulcos que existem nos lábios podem ser evidenciados com pequenas luzes, que podem ser feitas com o Limpa-Tipos, moldando sua ponta como uma lâmina e passa-la no desenho, criando os sulcos.

6° Passo

Sombreando o rosto em Geral
Figura 8– Sombreando o rosto em geral
Não é preciso delongar explicando como fazer o sombreamento de todas as partes do rosto, pois isso vai depender mais do seu golpe de visão para detectar o detalhe na foto e reproduzir no desenho. Isso mesmo, eu disse REPRODUZIR TODOS OS DETALHES POSSÍVEIS DA FOTO NO DESENHO.
 
Dica: para que você saiba localizar onde colocar os detalhes da foto no desenho, sempre procure pontos de referência. Exemplo: uma pinta em cima do olho, mais ou menos entre o olho e a sobrancelha, como os riscos do desenho já estão prontos, você só precisará ter um pouco de noção de espaço para localizar proporcionalmente onde colocar, e o tamanho do detalhe a ser colocado, mas isso é mais complicado somente quando está se fazendo uma ampliação de uma foto. 

7° Passo

Fazendo as Orelha
Figura 9– Fazendo as Orelhas
A orelha é outra parte rica em detalhes, cheia de ondas e curvas, mas nada que seja impossível de fazer. Nela podemos ver como a luz e a sombra dá essa ideia de profundidade, e essa ondulação deve ser feita no desenho.
Você pode começar a sombrear com um lápis 2B escurecendo o suficiente nas ondulações, não deixando riscos, mas sombras fortes, e depois com o esfuminho espalhar a sombra para o restante da orelha respeitando a graduação da foto. Nos pontos onde a luz é mais intensa, pode-se passar a Limpa-Tipos caso tenha escurecido com o esfuminho. Na orelha existem pontos escuros, medianos e iluminados, e essa mistura de tons é que da um toque real no desenho. 

8° Passo

Fazendo a Barba
Figura 10 – Fazendo o Barba
 
Fazer a barba não é um processo tão complicado, pois é o mesmo processo para fazer fios de cabelos, só que nesse desenho a única diferença é que são pequenos fios, ou seja, pequenos riscos na região do rosto com o grafite 3B. É necessário que você tenha muita paciência, pois são vários risquinhos no papel para causar esse feito de barba. O importante também é utilizar o baleador, para fazer pequenos sucos no papel para quando for passo o grafite por cima fiquem as pequenas valetas causando a impressão de pequenos pelos loiros. Então tome muito cuidado na hora de fazer esse processo, ok?

9° Passo

Fazendo o cabelo
Figura 11– Fazendo o Cabelo
 
O cabelo é uma das partes mais difíceis de fazer um efeito realista. Se você simplesmente pegar um lápis de ponta fina e ir riscando os fios, dificilmente conseguira um resultado bom, a menos que já esteja bastante familiarizado com essa técnica e esteja disposto a passar várias horas nessa etapa do desenho. Eu faço de uma forma mais demorada, ou seja, eu faço fio a fio, e esse é uns dos motivos para qual eu tenho um melhor resultado quando o meu desenho é observado. A textura realista é importante exatamente por que será comparado com os seus próximos desenhos mais evoluídos. Então é importante que você tenha muita paciência para fazer fio a fio, ok?
Figura 12– Fazendo o Cabelo
Figura 13– Fazendo o Cabelo
Figura 14– Fazendo o Cabelo
Onde, na foto, estiver clara a mecha de cabelo, você pode passar varias vezes a borracha até chegar no tom desejado, esse movimento com a borracha da um efeito de luz muito bonito no cabelo. Perceba que sempre tem pequenos fios que está por cima de outras. Nesses casos, deve-se usar a lógica, trabalhando sempre nas mechas que estão por baixo e depois nas que passam por cima. Faça corretamente as curvas dos cabelos. Essa ondulação do cabelo é bem complexa, examine bem a foto e veja qual o comportamento dos fios, e depois de verificado, faça com a borracha tentando deixar o mais parecido possível. Alguns fios se sobressaem dos demais, e eles podem ser feitos com um lápis com ponta bem fina, inclusive aqueles fios que ficam fora as mexas, como se estivesse arrepiados.
Quando fizer a raiz, tem que ter cuidado para a borracha não borrar o rosto, e é aconselhável fazer um retoque com o lápis. Faça os fios mas com risco leves, e ficará muito bom.

10° Passo

Fazendo o Pescoço

Figura 15– Fazendo o Pescoço
Faça o pescoço com as técnicas de sombreamento que você já aprendeu, e com atenção, pois nessa região as sombras são mais intensas do que na maior parte do desenho. Sempre em volta do colarinho da roupa tem uma sombra bem escura, que some gradativamente conforme se afasta da gola da roupa. E embaixo do queixo também existe uma sombra forte.

11° Passo

Fazendo a Roupa
Figura 16– Fazendo o Cabelo
A roupa não é uma parte tão fácil de fazer ainda mais se ela tiver muita textura que como mostro em meus desenhos feitos, como esse acima. Nas roupas não que não mereça capricho, mas não precisa se prender tanto aos detalhes como no rosto, pois ao contrário da roupa, no rosto se não estiver exatamente igual na foto, corre o risco de o desenho não parecer com a pessoa no final.
Você pode fazer as sombras com o lápis 4B e depois passar o esfuminho para espalhar melhor. Para que as dobras da roupa fiquem evidentes é importante fazer todo o jogo de luz e sombra que já aprendemos. Pode-se clarear algumas partes da roupa para dar um aspecto mais real usando o limpa-tipos, ok?

12° Passo

Finalizando o Desenho

Figura 17– Fazendo o Cabelo
Agora sim o desenho já está quase pronto, atingimos um passo que muito importante, pois agora você já tem um desenho quase pronto, e poderá avaliá-lo como um todo. Veja se alguma coisa não ficou como deveria, e corrija o melhor que puder. Nessas horas a borracha Limpa-Tipos é muito útil.
Se tiver manchado nas margens do papel, passando uma borracha limpar-se-á boa parte das manchas.
Você gostou da minha aula?
 
Deixe seu comentários e suas críticas ou até mesmo perguntas, assim que for possível eu respondo a todos.
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História da Arte Realista

A ARTE DO REALISMO EM VÁRIAS FORMAS DE TRADUZI-LA

Antes do Realismo, os temas se limitavam a fatos do mundo moderno; os artistas conseguiram reproduzir perfeitamente o que viam, mas sempre à forma da idealização e teatralidade. Agora eles se preocupavam em fazer uma imitação precisa de percepções visuais sem alterações.

Sobriedade, camponeses e classe trabalhadora urbana ao invés de deuses, deusas e heróis da antiguidade; o que era real mesmo e palpável.

Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias, sobretudo na pintura francesa, uma nova tendência estética que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades. O homem europeu, que tinha aprendido a utilizar o conhecimento científico e a técnica para interpretar e dominar a natureza, convenceu-se de que precisava ser realista, inclusive em suas criações artísticas, deixando de lado as visões subjetivas e emotivas da realidade.

São características gerais:
* o cientificismo
* a valorização do objeto
* o sóbrio e o minucioso
* a expressão da realidade e dos aspectos descritivos

 

ARQUITETURA
 

Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas, criadas pela industrialização. As cidades não exigem mais ricos palácios e templos. Elas precisam de fábricas, estações, ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias, tanto para os operários quanto para a nova burguesia. Em 1889, Gustavo Eiffel levanta, em Paris, a Torre Eiffel, hoje logotipo da “Cidade Luz”.

 

 

PINTURA

Características da pintura:

* Representação da realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza, ou seja o pintor buscava representar o mundo de maneira documental;

* Ao artista não cabe “melhorar” artisticamente a natureza, pois a beleza está na realidade tal qual ela é;

* Revelação dos aspectos mais característicos e expressivos da realidade.
Temas da pintura:

* Politização: a arte passa a ser um meio para denunciar uma ordem social que consideram injusta; a arte manifesta um protesto em favor dos oprimidos.

* Pintura social denunciando as injustiças e as imensas desigualdades entre a miséria dos trabalhadores e a opulência da burguesia. As pessoas das classes menos favorecidas – o povo, em resumo – tornaram-se assunto freqüente da pintura realista. Os artistas incorporavam a rudeza, a vulgaridade dos tipos que pintavam, elevando esses tipos à categoria de heróis. Heróis que nada têm a ver com os idealizados heróis da pintura romântica.

Artistas:

Daumier – foi o precurssor da pintura realista.

Courbet – foi considerado o criador do realismo social na pintura, pois procurou retratar em suas telas temas da vida cotidiana, principalmente das classes populares.

Auto-retrato do artista

 

Manifesta sua simpatia particular pelos trabalhadores e pelos homens mais pobres da sociedade no século XIX.

Courbet – coisas reais, concretas e existentes. “Nunca vi anjos, se me mostrarem um, eu pinto”. Tela: “Enterro em Ornans” – sobre gente comum. É a primeira vez que um tema tão comum é retratado como “obra de arte” – essa tela tem cerca de 6m. Antes, nessas proporções, apenas cenas heróicas e mitológicas eram retratadas.

Jean-François Millet, sensível observador da vida campestre, criou uma obra realista na qual o principal elemento é a ligação do homem com a terra.

“As Respigadeiras”

 

 

Releitura de “As respigadeiras” achada na Internet.
E faz sentido…o novo nome poderia ser “As catadoras de latinhas”…

Foi educado num meio de profunda religiosidade e respeito pela natureza. Trabalhou na lavoura desde muito cedo.

 

Seus numerosos desenhos de paisagens influenciaram, mais tarde, Pissarro e Van Gogh.

 

Rosa Bonheur – mulher artista, a frente de sua época. Pintava os animais como principal tema.

Fotografia da artista. Dissecava animais para conhecê-los anatomicamente e fumava quando era impróprio para as moças da época, morava com uma amiga e certa vez conseguiu uma autorizaçao policial para poder usar calças compridas.

Camille Corot – Montou a Escola de Barbizon, onde eram influenciados por Constable para pintar paisagens.

 

Suas telas tornaram-se tão populares que foram as mais falsificadas no mundo inteiro.

 

Eakins – era sistemático e queria retratar a realidade tal como ela é, sem idealizações. Teve um estudo tão grande em anatomia que chegou a dar aulas para alunos de Medicina.

 

Foi também o primeiro artista a incluir na arte pessoas discriminadas na época, como mulheres e os negros.

 

Homer – aquarelista, pintor de paisagens marinhas.

 

Antes dele, as paisagens só serviam como esboço para a pintura. Ele valorizou-a e transformou em obra de arte.

Harnett – natureza-morta. Fazia os objetos de forma tão real, que em alguns bares os garçons ganhavam dinheiro de apostas de clientes que tocavam no quadro e duvidar ser uma pintura.

Certa vez o sindicato do Tesouro do país quis advertí-lo por falsificação por ter pintado notas de dólar tão perfeitamente.

ESCULTURA

Auguste Rodin – não se preocupou com a idealização da realidade. Ao contrário, procurou recriar os seres tais como eles são.

 

Além disso, os escultores preferiam os temas contemporâneos, assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano.

 

Camille Claudel – modelo, aprendiz e amante de Rodin. Suas obras são mais suaves e menos eróticas.

 

 

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SIGNIFICADO DA PALAVRA ARTES

SIGNIFICADO DA PALAVRA ARTES

O que é Arte:

Arte é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente.
Arte é um termo que vem do Latim, e significa técnica/habilidade. A definição de arte varia de acordo com a época e a cultura, por ser arte rupestre, artesanato, arte da ciência, da religião e da tecnologia. Atualmente, arte é usada como a atividade artística ou o produto da atividade artística. A arte é uma criação humana com valores estéticos, como beleza, equilíbrio, harmonia, que representam um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras.
A arte apresenta-se através de diversas formas como, a plástica, música, escultura, cinema, teatro, dança, arquitetura etc.
Para os povos primitivos, a arte, a religião e a ciência andavam juntas na figura, e originalmente a arte poderia ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades. Para os gregos, havia a arte de se fazer esculturas, pinturas, sapatos ou navios.

 

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